domingo, 23 de novembro de 2014

14º Domingo no Canil Municipal - impressões da visita de hoje, 23 de novembro.

Faço silêncio por horas, entro em mim mesma, vasculho meus sentimentos para entender, re-significar, compor-me. Não posso desenvolver a "síndrome de Deus", sequer dar uma de "Américo Pisca-Pisca" que queria transformar o mundo e sonhou colocar abóboras em jabuticabeiras, porque não era lógico que uma árvore tão frondosa desse frutos tão pequenos! Um turbilhão inenarrável de pensamentos vão e vem, percorrem hospitais, onde a morte, a dor e a doença fazem morada todos os dias... Vão até os países mais pobres onde há fome, miséria, doença, guerra... Voltam aos nossos governantes desviando tantas verbas! Não consigo organizar em palavras...
Mas não posso chegar naquele Canil e ver uma caixa de filhotes morrendo às moscas, literalmente, e não sentir nada. Quem esteve lá antes, para colocar água e comida? Foi alguém responsável por aquilo, porque algumas baias tinham sido lavadas. O que eu deveria ter feito? Chamado a polícia? Por que me coloquei nessa situação, Senhor? Por que uma voz sopra em meu ouvido que não devo parar? Por que uma mão invisível me empurra e me "tira" o poder de desistir? 
Perguntas...
Que as imagens respondam alguma coisa:









Essas bolinhas no fundo são fezes de rato.











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